Uma garrafa de vinho
não seria uma de rum.
Pela obviedade da informação
digo, que não sou um pirata.
E talvez pelas frases sem sentido,
digo, que tento ser poeta.
E pelas noites mal dormidas,
e os amores mal amados,
digo que sou mulher.
Que sonha, que ri,
que chora e qual talvez
um homem.
E no descontrole
no vazio dos versos
e na confusão da métrica
sou eu criança.
E pela incerteza berrante
provo o vinho.
Afirmo não ser rum, e
digo que a única certeza:
é que não sou um pirata.
se beber não dirija mas continue a escrever.
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