Onde será que está?
No céu, no mar?
Eu estou esperando pra te encontrar,
e acabar com essa agonia
que insiste em apertar.
É saudade, vontade
é nervosa.
Algo que dá,
e dá.
Bate, bate, bate.
E a insônia...perdura,
amargurando minha madrugada.
Atrapalhando a noite dos justos.
E como será o amanha?
O que irá me acontecer?
Roubo do poeta, porque em mim está vago, vazio.
No rio de chuva,
no rio de bafo, de calor.
Sem abraços.
Sem você.
Só com a dúvida
que se insinua
e permanece a crescer.
A resposta é breve,
ou talvez longa.
Ou pergunta, será?
Quem sabe?
O amanha saberá.
E dúvidas irão brotar,
saberes vamos gritar,
sem nunca mesmo saber.
Antes tem o conhecer,
depois tem o depois.
"E o amanha cadê?"
terça-feira, 27 de outubro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Desorganizar
Dia a dia
porque o dia
estasia
quem ria.
Que ria
quem puder,
ria do que vier
do bem, do mal,
até do poema do Chacal
Noite noite
da dança que cansa.
Ria da sapatilha
que rasgou
tire e dance
até se acabar,
o dia, a noite.
Chore no luar
de alegria.
Ame quem ria,
abrace aquele que sorria
dance até com a tia.
ó rimas inuteis
que não se acham mais
na época da minha infância
embaixo dos pés de laranja
e dos coqueirais.
Porque as aves que aqui gorjeavam
não gorjeiam mais.
porque o dia
estasia
quem ria.
Que ria
quem puder,
ria do que vier
do bem, do mal,
até do poema do Chacal
Noite noite
da dança que cansa.
Ria da sapatilha
que rasgou
tire e dance
até se acabar,
o dia, a noite.
Chore no luar
de alegria.
Ame quem ria,
abrace aquele que sorria
dance até com a tia.
ó rimas inuteis
que não se acham mais
na época da minha infância
embaixo dos pés de laranja
e dos coqueirais.
Porque as aves que aqui gorjeavam
não gorjeiam mais.
Diálogo de ontem
A neta e o avô sentados no sofá, na frente uma TV de plasma nova e home theater novo. Tv ligada passando Jornal Nacional, manchetes:
-Nossa!Invadiram o Morro dos Macacos... (neta)
-Meu Deus!!! As telas do Oiticica!(avô)
é o passado revolucionario, arte na cabeça!
-Nossa!Invadiram o Morro dos Macacos... (neta)
-Meu Deus!!! As telas do Oiticica!(avô)
é o passado revolucionario, arte na cabeça!
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Bigorna
Um dia quente, todos os dias são quentes, abafados. A chuva não vem, e quando ela vem...a chuva não para, e quando ela para, ela não vem. Só uma bigorna caindo na cabeça para parar de vez, e descansar o sono dos justos. Dormir, se entregar a morfeu. Dormir, dormir, dormir. As pessoas quando repetem, repetem, repetem três vezes. Veja isso. Elas dizem três três três vezes a mesma coisa, coisa, coisa.E a saudade quando aperta? Ela vem, e quando ela não vem, ela aperta. O cansaço, com c ou s, o cansaço vem, bate. Bate, bate, bate na porta. E só uma bigorna para parar. Para parar, parar,parar o susurro sem fim da saudade...
a saudade sem fim.
a saudade sem fim.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Cocolonização

Era um dia de sol e calor em Carozí. Susana não pensava em outra coisa que não fosse seu filho. Marelene cochilava ao som de um programa de auditório e Rose... rose dançava sozinha como sempre, era louca,-Coitada- era o que diziam.
Eu observava tudo de longe, da porta de nossa humilde casa. Eu suspirava ao ver aquela cena, triste e bela. Estava cansada e o sol estava a pino, me abanava com um encarte de jornal deixado por um gringo na noite anterior. Sentia saudade.
"Todos querem vida fácil sem ser puta, com reputação"
Eu marquei no livro.
Estava lá, escrito
no livro que eu marquei.
O que era importante
no livro.
O que eu marquei,
era no livro
o que importava.
Eu marquei no livro
o que importava
pra mim.
no livro que eu marquei.
O que era importante
no livro.
O que eu marquei,
era no livro
o que importava.
Eu marquei no livro
o que importava
pra mim.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009
Change
sábado, 17 de outubro de 2009
Time

"Time": Filme de Kim Ki-duk 2006 Coréia do Sul
http://www.asia.cinedie.com/time.htm"Na conferência de imprensa de «Sigan» afirmou que se o filme fosse mal recebido os seus próximos trabalhos não seriam lançados no mercado doméstico nem submetidos a festivais de cinema coreanos.
O realizador lamentou que o público local não entendia os seus filmes, apesar dos mesmos serem bem sucedidos no estrangeiro, em festivais de cinema e comercialmente. Kim sugeriu que a "sociedade coreana não tem capacidade de olhar para os seus podres..."
Infinto. Vontade de controlar o amor, a juventude, o tempo e o espaço.
...
a mais linda pontuação.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Viver por viver
A vida é louca
Louca vida
que é uma.
Ainda bem
que é uma,
apenas.
Uma
só.
"Eu vivo sempre em estado de tensão..., sou parcialmente dominado por um complexo de perseguição, nunca tive coragem de me matar, mas penso nisso sempre, como obsessionado...mas sou dono de uma certa lucidez que me permite saber desses defeitos e lutar contra eles."
Glauber Rocha, carta para Walter Silvera
Paris
Louca vida
que é uma.
Ainda bem
que é uma,
apenas.
Uma
só.
"Eu vivo sempre em estado de tensão..., sou parcialmente dominado por um complexo de perseguição, nunca tive coragem de me matar, mas penso nisso sempre, como obsessionado...mas sou dono de uma certa lucidez que me permite saber desses defeitos e lutar contra eles."
Glauber Rocha, carta para Walter Silvera
Paris
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
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