Dia a dia
porque o dia
estasia
quem ria.
Que ria
quem puder,
ria do que vier
do bem, do mal,
até do poema do Chacal
Noite noite
da dança que cansa.
Ria da sapatilha
que rasgou
tire e dance
até se acabar,
o dia, a noite.
Chore no luar
de alegria.
Ame quem ria,
abrace aquele que sorria
dance até com a tia.
ó rimas inuteis
que não se acham mais
na época da minha infância
embaixo dos pés de laranja
e dos coqueirais.
Porque as aves que aqui gorjeavam
não gorjeiam mais.
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