Eu fui lá.
Lá tinha:
fartura de nada
e falta de tudo.
Falta essa que era bela.
E na imensidão azul da falta
tinham peixes verdes,
estrelas douradas e cadentes.
Tinha falta de gente,
mas quem havia
bastava.
Eram gentes felizes,
sorridentes, dispostas
e opostas.
A falta era tanta
que no país da banana
lá não tinha.
Essa falta me caiu como luva.
Fez bem, e não tinha saudade do tudo.
Porque lá havia algo.
Lá havia algodões.